Fazei, ó Senhor, que voltemos já para Vós para nós não submergirmos, porque o nosso bem, que sois Vós mesmo vive, sem
deficiência alguma, em Vós. Apesar de nos termos precipitado
do nosso bem, não temos receio de o não encontrar quando
voltarmos; porque, na nossa ausência, não desaba a nossa morada — a vossa eternidade.
(STO. AGOSTINHO: Confissões (397/401) Confissões – Santo Agostinho
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O tempo é, e sempre tem sido, um problema filosófico de
grande interesse, principalmente em nossa época. Aliás, não
só para filósofos e cientistas, mas também para o indivíduo
comum, que está acostumado a organizar e realizar suas tarefas e experiências de acordo com a ideia de tempo concebida
como sucessão de instantes traduzida em presente, passado e
futuro. Agostinho de Hipona (354-430) foi um dos grandes pensadores a se preocupar com esta problemática e, dentre suas
reflexões sobre o tema, é possível afirmar que: