A uberização do trabalho define uma tendência em curso que pode ser generalizável pelas relações de trabalho, que abarca
diferentes setores da economia, tipos de ocupação, níveis de qualificação e rendimento, condições de trabalho, em âmbito
global. Derivado do fenômeno social que tomou visibilidade com a entrada da empresa Uber no mercado, em realidade o termo
uberização se refere a processos que não se restringem a essa empresa nem se iniciam com ela, e que culminam em uma nova
forma de controle, gerenciamento e organização do trabalho.
(Adaptado de: ABÍLIO, Ludmila Costhek. “Uberização: a era do trabalhador just-in-time?”. Estudos Avançados, v. 34, n. 98, 2020, p. 111-126)
Considere as seguintes proposições a respeito dessas mudanças mais recentes no mundo do trabalho conhecidas como
“uberização do trabalho”:
I. Trata-se de um processo de informalização do trabalho, que reconfigura o próprio trabalho informal, podendo ser
compreendido como uma nova etapa da flexibilização do trabalho.
II. É uma nova forma de organização dos processos de trabalho, na qual a sindicalização torna-se o meio principal de
fortalecimento das lutas coletivas.
III. Refere-se aos processos de desregulamentação típicos do neoliberalismo e ao papel ativo do Estado na destituição de
direitos, mediações e fiscalização das relações trabalhistas.
IV. Diz respeito aos modelos contemporâneos de gestão do trabalho que transferem custos e riscos aos trabalhadores,
resultando em novos modos de subjetivação.
V. Mostra-se como um novo meio de monopolização das atividades econômicas e de centralização do controle sobre o
trabalho.
Está correto o que se afirma APENAS em: