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A proposta dos catadores para o inferno dos plásticos
Catadores e catadoras de materiais recicláveis têm contribuído para mantermos bons
índices de reciclagem, como no caso do alumínio, cuja taxa atingiu quase 100% em 2021,
colocando o Brasil como líder mundial. No entanto, a visibilidade alcançada por esses agentes
ambientais revelou limitações tanto na reciclagem quanto na valorização desses profissionais.
Apesar do destaque do alumínio, outros materiais como o plástico apresentam taxas de
reciclagem abaixo dos 25% no Brasil e abaixo de 10% mundialmente. Isso reflete uma
economia linear que não é sustentável, na qual extraímos recursos da natureza para produtos
descartáveis. As cooperativas de catadores têm eficiência na coleta seletiva, mas enfrentam
limitações em uma economia linear.
Estamos próximos de um acordo internacional contra a poluição plástica, que pode
impulsionar a transição para uma economia circular. Com um tratado ambicioso, os países
podem estabelecer políticas harmonizadas, incluindo responsabilidade estendida do produtor e
estímulos ao design para reciclagem. Isso poderia não apenas combater a poluição plástica,
mas também valorizar o trabalho dos catadores, gerando oportunidades econômicas
significativas.
(Texto adaptado de “A proposta dos catadores para o inferno dos plásticos”. Disponível em:
https://outraspalavras.net/outrasmidias/a-proposta-dos-catadores-para-o-inferno-dos-plasticos/.
Acesso em: 29 abr. 2024.)