Durante consulta ambulatorial, paciente sexo
masculino, 75 anos, relata ter procurado
atendimento em serviço de urgência para
tratamento de crise hipertensiva (180 x
100mmHg). Onde foi prontamente atendido
com uso de furosemida e clonidina IV,
obtendo-se pressão arterial 110 x 70 em
aproximadamente 1h e sendo liberado logo em
seguida. A melhor conduta neste caso é:
A
a encefalopatia hipertensiva é uma EH
neurológica caracterizada por sinais e/ou
sintomas de edema cerebral secundário à
elevação súbita e/ou mantida da PA, O
objetivo do tratamento consiste em diminuir
a PA de forma rápida e intensa porque
manutenções da elevação podem provocar
hipoperfusão cerebral e perda do
mecanismo de autorregulação cerebral.
B
a EH com EAP deve ser preferencialmente
controlada em UTI, com medicação IV,
monitoramento e diminuição imediata da
PA. O uso de diurético de alça também
diminui a sobrecarga de volume e,
consequentemente, a PA.
C
nas crises hipertensivas deve ser avaliada a
possível lesão de órgão alvo aguda, o que
caracteriza uma emergência hipertensiva,
que de forma geral recomenda-se uma
redução para níveis menores que 140 x 90
mmHg na primeira hora.
D
em casos associados a Hemorragia
craniana, a elevação da PA aumenta o risco
de expansão do hematoma e o risco de
morte, além de piorar o prognóstico da
recuperação neurológica, por reduzir a PA
abaixo de 140 mmHg nas primeiras horas
apresenta benefícios para diminuir
mortalidade ou incapacidade grave.
E
caso o paciente estivesse em vigência de
acidente vascular cerebral isquêmico a
redução inicial da PA em 15% pode ser
aplicada nos casos de PA muito elevada (≥
220/120 mm Hg).