Ricardo Antunes (2006, p. 09) oferece argumentos que demonstram a fragilidade das
“teses que defendiam o fim da centralidade do trabalho no mundo capitalista
contemporâneo”. Conforme o autor, a visão de que o trabalho acabou não encontra
confirmação empírica e analítica, justamente por desconsiderar as duas dimensões
fundamentais do trabalho: a dimensão ontológica e a dimensão estranhada.
(ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do
trabalho. 11ª ed. São Paulo: Cortez. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006, p. 09).
Tomando como base o texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. As transformações atuais no mundo do trabalho geraram uma nova configuração
das relações sociais de produção, caracterizada pela perda de relevância da classe
trabalhadora como agente de transformação social.
II. Quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, é fundamental considerar
o processo de criação de valores de troca, indispensável para a sustentação das
relações de produção capitalistas.
III. Há uma diferença muito grande entre conceber, de um lado, o fim do trabalho
abstrato que gera valor mercantil e, de outro, o fim do trabalho concreto que cria
coisas socialmente úteis.
IV. As novas condições do desenvolvimento capitalista geram uma interação complexa
entre o saber científico e o trabalho, de modo que a ciência se torna a principal
força de produção do valor.
Considerando o pensamento de Ricardo Antunes, estão corretas as seguintes afirmativas