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Uma mulher de 62 anos de idade, com diagnóstico de síndrome de Sjögren primária há 10 anos, apresenta quadro de aumento indolor progressivo das glândulas parótidas e submandibulares. Nos últimos 3 meses, ela observou perda ponderal não intencional de 6 kg. Relata ainda xerostomia e xeroftalmia severas, acompanhadas de fadiga crônica. Além disso, descreve episódios de febre baixa e sudorese noturna ocasional. O exame físico revela aumento bilateral e assimétrico das glândulas parótidas e submandibulares, sem sinais inflamatórios locais, sem linfadenopatia cervical significativa. Ao toque, as glândulas apresentam consistência firme, sem dor à palpação. Os exames laboratoriais mostram FAN 1:640, anti-Ro/SSA positivo, anti-La/SSB positivo, além de presença de proteínas monoclonais (IgM) e leve hipergamaglobulinemia. Uma ultrassonografia das glândulas salivares revela áreas hipoecóicas heterogêneas e múltiplos nódulos, sugerindo infiltração linfomatosa. A tomografia computadorizada de pescoço e tórax demonstra esplenomegalia moderada e linfadenopatia mediastinal. A biópsia da glândula salivar confirma a presença de linfoma MALT de baixo grau com expressão de CD20+ e CD79a+, sem sinais de transformação agressiva.
Levando em conta o caso apresentado, assinale a alternativa incorreta.