Jardim (2003), no artigo “O inferno das boas intenções: legislação e políticas arquivísticas”, apresenta o entendimento de
que as políticas públicas não se restringem ao ordenamento jurídico. Para esse autor, políticas públicas é um conjunto de
ações muito mais amplo do que a promulgação de leis. Desta forma, as políticas públicas arquivísticas podem ser
entendidas como:
A conjunto de premissas, decisões e ações – produzidas pelo Estado e inseridas nas agendas governamentais em nome do
interesse social - que contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico etc.),
relativos à produção, uso e preservação da informação arquivística de natureza pública e privada.
B conjunto de normas – produzidas pelo Poder Executivo e inseridas nas agendas governamentais em nome do interesse
particular - que contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico etc.), relativos à
produção, uso e preservação da informação arquivística de natureza pública e privada.
C conjunto de leis produzidas pelo Estado e inseridas nas agendas governamentais em nome do interesse privado – que contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico etc.), relativos à produção, uso e preservação da informação arquivística de natureza pública e privada.
D conjunto de premissas, decisões e ações – produzidas pelo Terceiro Setor e inseridas nas agendas governamentais em nome
do interesse social - que contemplam os diversos aspectos (administrativo, legal, científico, cultural, tecnológico etc.),
relativos à produção, uso e preservação da informação cultural de natureza exclusivamente pública.