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Tínhamos nós uns parentes bacharéis em Minas que se tinham feito, criado núcleo de gente próspera. Era sangue nosso que provara bem por lá. Tia Sinhazinha me queria por aquelas bandas. Queria me ver pelas costas. Ela sabia de que natureza era feito o sobrinho aluado, cheio de cismas e venetas.
- Só Carlos mesmo para tomar conta de engenho... O que ele quer é rede de jornais.
E brincava comigo: - Preguiça, queres mingau? Estou para ver outro como José Paulino.
Era como rematava as suas conversas.(...)
(...)Chegara dos estudos há mais de mês e parecia que fora ontem que desarrumara as minhas malas. Nem uma vez saíra para rever os meus campos. Só fazia esperar os jornais: e a rede ringia nas correntes. Pretendera construir com a minha família um poderio de alicerces firmes. A minha imaginação agira à toa. Só fazia balançar de rede e ler os telegramas dos jornais.
O meu avô passava pelo quarto sem olhar.
E ele era tudo para mim. Amava-o imensamente, sem ele saber. Via a sua caminhada para a morte, sentindo que todo o Santa Rosa desaparecia com ele. Uma vez até pensara em escrever uma biografia, a história simples e heróica de sua vida. Mas o que valeria para ele uma história, o seu nome no papel de imprensa? Oitenta e seis anos, a vida inteira acordando às madrugadas, dormindo com safras na cabeça, com preços de açúcar, com futuros de filhos, com cheias de rios, com lagartas comendo roçados. E eu o via passando pelo meu quarto sem me olhar, tossindo pelo alpendre, a bater com o cacete na calçada como nas noites em que ia olhar o relâmpago nas cabeceiras. Seria que ele esperasse ainda por mim? Que um dia eu deixasse a rede e os livros para empunhar o seu cacete de mando?
(REGO, José Lins. Bangüê, 9ª. Edição. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1976, p. 5-7)
Observe a conjugação dos verbos em destaque e assinale a alternativa que apresenta a seqüência CORRETA:
Queres (linha 6)
Chegara (linha 8)
Desaparecia (linha 14)
Esperasse (linha 18)