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Nasce uma nova geração de banqueiros no Brasil. A oportunidade apareceu na virada do século, quando grandes instituições estrangeiras começaram a bater em retirada do mercado brasileiro e abriram uma brecha para o ressurgimento de bancos de investimento locais. Logo, uma elite de jovens executivos e economistas de prestígio agarrou a oportunidade.
Duas jovens instituições, o Pátria, em São Paulo, e o Rio Bravo, no Rio, lideram a turma. São bancos de investimento típicos, e, com poucos anos de vida, já estão envolvidos em quase todas as maiores e mais complicadas operações de compra e venda de empresas no país.
Pátria e Rio Bravo ocupam um espaço que estava aberto desde o virtual desaparecimento da primeira geração de bancos de investimento brasileiros. A safra anterior, no início dos anos 90, foi inaugurada pelo hoje mitológico Garantia e por seguidores como o Icatu, Pactual e Matrix. Eles eram pequenos mas montavam negócios que pareciam ser extremamente complexos e ganhavam fortuna rapidamente, mas foram sumindo à medida que o mercado se tornava mais atraente e voltava a receber instituições maiores, depois de 1995. Vivo e forte, no Brasil, sobrou apenas o Pactual.
Executivos que viveram a primeira onda identificaram, então, a oportunidade de retomar o negócio de banco de investimento. A experiência que eles acumularam na primeira safra de bancos, porém, fez com que algumas coisas desta vez viessem um pouco diferentes.
A primeira é que, no início dos 90, banco algum estava preocupado em agradar clientes. Seu foco era investir o próprio capital e isso bastava para multiplicar os lucros. Quando se envolviam na compra e venda de empresas, atacavam as que estivessem em crise – e caíam sobre elas como predadores, tentando tomá-las de seus donos em dificuldades. Políticas assim faziam com que, em muitos momentos, seus interesses fossem contrários aos de eventuais clientes. Hoje, isso é impensável.
O outro ponto de diferença é a presença de bancos de negócios (ou de finanças corporativas). Nestes, os clientes gostam de encontrar profissionais que ostentam alguns cabelos brancos na cabeça, no lugar das equipes ultrajovens das instituições que viviam de especulações. Por isso, as casas de investimentos da nova safra têm um índice maior de executivos já consagrados do que os bancos de maior porte, que atendem mais maciçamente.
Formar pessoal do mesmo nível é a chave para a continuidade de instituições independentes. “O banco precisa se institucionalizar. Não pode depender de um só nome” diz Octávio Castello Branco. A renovação constante é boa para o banco e para quem entra nele. “Sendo bem conservador, um jovem talentoso e dedicado conquista seu primeiro milhão em cinco anos” arrisca Winston Fritsch. E há sempre a possibilidade real de crescer no banco e vir a se tornar um sócio. “Eu próprio comecei assim”, diz Alexandre Saigh, um dos sócios principais do Pátria. “Vale a meritocracia. Os bons precisam ser premiados. Isso é parte central do negócio”.
Assinale a opção em que existe erro, quanto à classificação morfológica das palavras em itálico: