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Multidão sai às ruas de Buenos Aires pelo fim da violência contra a mulher
Milhares protestaram em frente ao Congresso, com apoio da presidente.
Segundo ONG, média é de uma mulher morta a cada 31 horas no país.
Uma multidão se reuniu nesta quarta-feira (3) na capital da Argentina para exigir soluções à violência contra as mulheres e dar maior visibilidade a um problema que está arraigado na região.
Exibindo cartazes em frente ao Congresso em Buenos Aires, milhares de pessoas exigiram a aplicação de penas mais severas aos assassinatos oriundos da violência contra as mulheres e outras formas de agressões de gênero.
O protesto, organizado pelas redes sociais, também ocorreu em outras cidades da Argentina e no Uruguai. Alguns manifestantes mostraram cartazes com nomes e fotos de vítimas e exigiram igualdade.
A convocação atraiu apoio de artistas, políticos e instituições locais e, inclusive, um comentário da presidente, Cristina Kirchner.
"Não é só um problema judicial ou policial. Estamos diante de uma cultura devastadora do feminino", escreveu a mandatária em sua conta no Twitter. Ela deixará o cargo neste ano após o segundo mandato consecutivo.
Nos últimos meses, vários casos de jovens assassinadas foram manchetes de jornais, o que levantou o debate sobre um problema sobre o qual não há estatísticas claras, já que os únicos dados oficiais são elaborados com base em reportagens.
Segundo a organização de direitos das mulheres Casa del Encuentro, foram registrados no país 277 assassinatos como resultado de violência contra mulheres em 2014. De acordo com a média dos últimos anos, há um novo caso a cada 31 horas.
Com base no texto 'Multidão sai às ruas de Buenos Aires pelo fim da violência contra a mulher', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto aponta que a presidente da Argentina não demonstrou nenhum apoio à luta da violência contra a mulher.
II. Afirma-se no texto que o problema da violência contra a mulher atinge todos os países da América Latina na mesma proporção.
III. A manifestação em torno da violência contra a mulher conseguiu auxílio de artistas, políticos e instituições de todas as partes do mundo.
IV. O texto mostra com exatidão a quantidade de pessoas envolvidas com o protesto em Buenos Aires. Os números chegaram a mais de dois milhões de pessoas.
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