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CAMINHONEIROS
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse hoje (16/12/2019) que acredita que está descartada uma greve nacional de caminhoneiros, como ocorreu em maio de 2018.
“Hoje era o dia do início e não está tendo nada nas estradas, não houve ponto de bloqueio, porque há um respeito nosso com os caminhoneiros e dos caminhoneiros com a gente. Conseguimos estabelecer o diálogo, eles sabem que têm as portas abertas e a cada dia construímos uma solução nova”, disse, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, após reunião no Ministério da Infraestrutura, em Brasília.
Na semana passada, um grupo de caminhoneiros falou sobre a possibilidade de uma greve que se iniciaria nesta segunda-feira (16/12/2019), mas a maior parte dos representantes da categoria descarta o movimento.
De acordo com o ministro, o governo tem mantido um excelente diálogo com a maioria da categoria e já realizou, em 2019, seis encontros do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Carga (Fórum TRC). No início de dezembro de 2019, foi realizada a 35ª reunião do grupo que representa 2,6 milhões de caminhoneiros, 37.386 empresas, 1.584 sindicatos e 75 federações.
Entre as ações já desenvolvidas para a melhoria das condições de trabalho e renda da categoria, o ministro Tarcísio citou a diminuição da multa por excesso de peso e a obrigação de concessionárias construírem pontos de parada e descanso em rodovias.
Segundo o ministro, também estão sendo preparados sistema de documentação de transporte eletrônico e uma resolução que trata do código identificador da operação de transporte. “Ele vai simplificar muito a vida do caminhoneiro, diminuir tempo de parada em posto fiscal, permitir agendamento portuário automático, diminuir a necessidade de ter atravessador na ponta, isso aumenta a renda”, explicou.
O ministro disse ainda que nesta semana será lançado o projeto Roda Bem Caminhoneiro de estímulo ao cooperativismo da categoria.
MALHA FERROVIÁRIA
Em reunião, hoje (16/12/2019), no Ministério da Infraestrutura, o presidente da república, Jair Bolsonaro, manifestou o interesse do governo na ampliação da malha ferroviária brasileira. De acordo com o ministro da Infraestrutura, para o ano de 2020, há “possibilidades muito concretas” da realização das concessões da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL) e da Ferrogrão.
“E discutimos soluções para a Transnordestina. Muito em breve teremos boas notícias para dar à população dos três estados - Piauí, Pernambuco e Ceará - uma solução para aquela obra”, afirmou o ministro.
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
O transporte rodoviário é aquele feito por meio de vias, como estradas, rodovias e ruas, as quais podem ser asfaltadas ou não. Esse meio de transporte tem a função de deslocar cargas, pessoas e animais para diversos lugares.
A consolidação do transporte rodoviário ocorreu com a intensificação da indústria automobilística, fato ocorrido nas primeiras décadas do século XX. Atualmente, no Brasil, o transporte rodoviário representa uma das mais importantes formas de movimentação de cargas no país.
Apesar de ter seu uso bastante difundido no mundo, o transporte rodoviário gera custos altos, se comparado com o transporte ferroviário e hidroviário. O alto valor do frete é decorrente do preço dos combustíveis e da manutenção que deve ser feita periodicamente nos veículos. Nesse sistema de transporte, a infraestrutura necessária para seu funcionamento possui um valor elevado em sua construção e manutenção e o custo pode se elevar ainda mais quando o terreno é acidentado, característica essa bastante presente no Brasil. Esse fator gera a necessidade de construções adaptadas às condições do relevo, como túneis, viadutos, entre outros. A principal indicação do transporte rodoviário é o seu uso em casos de deslocamentos curtos, pois o mesmo possibilita uma grande agilidade.
Com base no texto 'CAMINHONEIROS', leia as afirmativas a seguir:
I. No texto, é possível identificar a ideia de que, apesar de um grupo de caminhoneiros ter falado sobre a possibilidade de uma greve que se iniciaria no dia 16 de agosto de 2019, a maior parte dos representantes da categoria descarta o movimento. De acordo com o autor, a baixa aderência da categoria ao movimento é resultado das medidas do Banco Central em favor da redução da taxa Selic, que afeta diretamente o custo do frete rodoviário.
II. O texto permite deduzir que, apesar de ter seu uso bastante difundido no mundo, o transporte rodoviário gera custos altos, se comparado com o transporte ferroviário e hidroviário. O alto valor do frete, afirma o texto, é decorrente do preço dos combustíveis e da manutenção que deve ser feita periodicamente nos veículos.
III. No texto, o autor afirma que, no sistema de transporte rodoviário, a infraestrutura possui um valor elevado em sua construção e manutenção. Ainda de acordo com o autor, esse custo pode se elevar também quando o terreno é acidentado, característica essa bastante rara no Brasil, ou quando o caminhoneiro deixa de tomar os cuidados essenciais para a manutenção da segurança da carga.