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Diretrizes práticas para o cuidado pós-operatório
A American Society of Anesthesiologists (ASA) recentemente publicou o relatório de um grupo de trabalho designado para a elaboração de diretrizes práticas para o cuidado pós-operatório, cujas recomendações podem ser assim resumidas:
1. A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve possuir equipamentos para reanimação cardiorrespiratória;
2. Deve haver um anestesiologista à disposição para o tratamento de intercorrências na SRPA;
3. Os seguintes parâmetros devem ser monitorizados de rotina na SRPA: a frequência respiratória, a patência das vias aéreas, a saturação periférica da oxihemoglobina (SpO2), a frequência cardíaca, a pressão arterial, a função neuromuscular por exame clínico, o estado mental, a dor e as náuseas e vômitos pós-operatórios;
4. Em pacientes selecionados, por fatores de risco ou pelo quadro clínico, devem ser monitorizados o traçado eletrocardiográfico, por cardioscopia, a função neuromuscular por estimulador de nervo periférico, a temperatura, o débito urinário, a capacidade de micção, o débito de drenos e sondas e/ou o sangramento pós-operatório;
5. Os antieméticos devem ser utilizados para profilaxia de náuseas e vômitos em pacientes selecionados, segundo fatores de risco, e devem ser utilizados de rotina para seu tratamento;
6. A oxigenioterapia deve ser utilizada em pacientes selecionados por fatores de risco de hipoxemia, ou para o seu tratamento;
7. Os dispositivos de aquecimento ativo (ar forçado) devem ser utilizados para a profilaxia e tratamento de hipotermia;
8. Os calafrios pós-operatórios devem ser tratados rotineiramente. A meperidina é a droga de escolha.
9. As exigências para que os pacientes urinem ou que ingiram líquidos antes de deixarem o hospital devem ser aplicadas somente a pacientes portadores de fatores de risco para retenção urinária ou náuseas e vômitos, respectivamente;
10. O período de observação pós-anestésica deve ser individualizado de acordo com a magnitude do risco de depressão cardiorrespiratória, de tal forma que um período mínimo de permanência na SRPA não é justificado;
11. Os pacientes ambulatoriais somente devem deixar o hospital acompanhados por um adulto responsável e após receberem, os pacientes e seus acompanhantes, instruções, por escrito, quanto aos cuidados pós-anestésicos e a formas de contatos com o hospital, em caso de complicações.
Leia o texto 'Diretrizes práticas para o cuidado pós-operatório' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O período de observação pós-anestésica deve ser coletivo e desconsiderar a magnitude do risco de depressão cardiorrespiratória, afirma o texto.
II. A oxigenioterapia deve ser utilizada em pacientes selecionados por fatores de risco de hipoxemia, ou para o seu tratamento, sendo uma diretriz prática para o cuidado pós-operatório, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.