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Segurança do paciente em cirurgia plástica: período transoperatório
Por Saucedo Et al. (adaptado).
Prates et al, em 2018, demonstram que o checklist pode ser utilizado na redução das taxas de infecção cirúrgica. Segundo os autores, as infecções cirúrgicas são reconhecidas mundialmente como um grave problema de saúde pública por estarem associadas a uma alta morbimortalidade, aumento do tempo de permanência e dos custos hospitalares. Essas infecções são um dos principais alvos da vigilância epidemiológica nas instituições de saúde. Nos países subdesenvolvidos e nos países em desenvolvimento, os autores afirmam que as infecções podem acometer até um terço dos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Vigiar e implementar estratégias efetivas para prevenção das infecções nos estabelecimentos de saúde têm sido estimuladas e impulsionadas por movimentos mundiais pela segurança do paciente. As infecções de sítio cirúrgico configuram-se para os autores como eventos adversos preveníeis e marcadores de baixa qualidade assistencial, demandando esforços dos profissionais e instituições de saúde para sua redução.
Ainda relacionado ao checklist, descreve-se o estudo realizado por Sucupira et al, em 2016, autores que lembram em seu trabalho “Aesthetic Plastic Surgery Checklist: A Safety Tool” que cerca de 10% dos pacientes apresentam eventos iatrogênicos e que mais de metade deles ocorre no ambiente perioperatório. Essa pesquisa teve como objetivo desenvolver um checklist completo e funcional para cirurgia plástica estética e testá-lo em pacientes submetidos a cirurgias plásticas eletivas. Para melhorar a segurança dos pacientes, nessa pesquisa foi desenvolvido um checklist completo para cirurgia plástica estética.
Embora Sucupira et al, em 2016, tenham assinalado o nível de evidência deste estudo como IV, os resultados apontam para a utilização de dados de 486 pacientes, sendo 430 do sexo feminino e 56 do sexo masculino, com o procedimento mais realizado a lipoaspiração em 305 dos casos e a anestesia local mais sedação. Quanto às complicações, os autores identificaram os seromas com 7%, outras complicações não relacionadas com a ferida com 3% e o grupo que mais aderiu ao uso do checklist foi o grupo de residentes.
Sucupira et al, em 2016, sinalizam que a utilização do checklist, além de permitir a coleta de dados e a identificação de potenciais riscos, promoveu mudanças favoráveis nas atitudes de alguns profissionais e gerou interesse na segurança do paciente e no trabalho em equipe.
Leia o texto 'Segurança do paciente em cirurgia plástica: período transoperatório' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. As informações presentes no texto permitem concluir que, em 2016, os resultados de Sucupira et al. apontam para a utilização de dados de pacientes exclusivamente do sexo masculino, o que ratifica a conclusão de que o período transoperatório prescinde de qualquer cuidado com relação à saúde do paciente.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que vigiar e implementar estratégias efetivas para a prevenção das infecções cirúrgicas nos estabelecimentos de saúde têm sido práticas estimuladas e impulsionadas por movimentos mundiais pela segurança do paciente.
Marque a alternativa CORRETA: