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Ultrassonografia na cateterização venosa periférica
Por SALGUEIRO-OLIVEIRA et al. (trecho de artigo adaptado).
A ultrassonografia permite visualizar as veias e as suas estruturas adjacentes, tornando o procedimento mais fácil de efetuar em tempo real (Peterlini, 2012) e reduzindo significativamente o número de complicações relacionadas com a utilização de cateteres venosos centrais (CVC), que provocam geralmente mais complicações do que os CVP. Além disso, a ultrassonografia permite diminuir o número de tentativas de punção, o tempo necessário para a punção e a dor associada, aumentando, assim, a satisfação do doente (Stolz, Stolz, Howe, Farrell, & Adhikari, 2015).
As tecnologias de luz infravermelha permitem iluminar a veia com uma luz quase-infravermelha, que é absorvida pelo sangue e refletida pelos tecidos adjacentes. Em relação ao método tradicional, essa tecnologia alternativa demonstrou uma menor incidência de hematomas e menor ansiedade nos doentes (Fekonja & Pajnkihar, 2017).
Essas tecnologias foram desenvolvidas com vista a melhorar a taxa de sucesso do cateterismo venoso periférico e, assim, reduzir o número e o impacto dos efeitos negativos de múltiplas tentativas sem sucesso. Além disso, pretendem evitar a frustração dos profissionais de saúde nestes contextos.
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Em contexto hospitalar, o cateterismo venoso periférico é o principal procedimento clínico realizado pelos profissionais de saúde para cumprimento do plano terapêutico do doente. Contudo, esse procedimento acarreta atualmente elevados riscos, com impacto na qualidade e segurança dos cuidados prestados e no bem-estar do doente, exigindo atenção total por parte dos profissionais de saúde e gestores.
Nesse sentido, a criação das condições necessárias para preservar a rede venosa do doente tem sido uma linha central da investigação clínica, com várias publicações sobre a eficácia de novas tecnologias no sucesso do procedimento e na redução de complicações. Entre essas tecnologias, vários esforços têm sido realizados no sentido de avaliar a eficácia da ultrassonografia e da luz quase-infravermelha em comparação com a tradicional técnica de cateterização.
A análise crítica dos dados relativos à comparação da eficácia da ultrassonografia e da luz quase-infravermelha irá contribuir para a disseminação da melhor evidência disponível sobre este tema.
(SALGUEIRO-OLIVEIRA, Anabela de Sousa et al. Eficácia da luz quase-infravermelha ou ultrassonografia na cateterização venosa periférica: protocolo de revisão sistemática. Rev. Enf. Ref., Coimbra, v. ser. IV, n. 18, p. 133-139, set. 2018.)
Leia o texto 'Ultrassonografia na cateterização venosa periférica' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a inferir que vários esforços têm sido realizados no sentido de avaliar a eficácia da ultrassonografia e da luz quase-infravermelha em comparação com a tradicional técnica de cateterização.
II. O texto leva o leitor a concluir que o cateterismo venoso periférico acarreta atualmente elevados riscos, com impacto na qualidade e segurança dos cuidados prestados e no bem-estar do doente.
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