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Uso de agrotóxico no Brasil mais que dobrou em dez anos, aponta IBGE
Entre os anos de 2002 e 2012, aumento na venda foi de 155%.
São Paulo lidera ranking dos estados onde comercialização é maior.
(19/06/2015)
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (19) um relatório sobre o chamado desenvolvimento sustentável. É um estudo que considera não só a atividade econômica, mas também as questões ambientais. E esse documento traz um alerta: a venda de agrotóxicos no Brasil cresce em ritmo acelerado. Nunca se usou tanto agrotóxico nas lavouras brasileiras. De acordo com o IBGE, a utilização de produtos químicos para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas mais que dobrou em dez anos.
Entre 2002 e 2012, a comercialização de agrotóxicos no país passou de quase três quilos por hectare para sete quilos por hectare. Um aumento de 155%. São Paulo lidera o ranking dos estados onde a venda de agrotóxicos é maior, seguido de Goiás e Minas Gerais. Para um pesquisador da Unicamp, o aumento é preocupante.
“Se você tem um uso maior do que o recomendado, você tem uma contaminação ambiental maior, você tem o risco de uma contaminação ambiental maior”, afirma Antônio Bliska Junior, pesquisador da Unicamp.
Os fabricantes recomendam que se sigam à risca as recomendações de uso para que o veneno ataque apenas as espécies ameaçadoras das plantações.
Além do aumento do uso de agrotóxicos sobre os alimentos, o IBGE também avaliou os diferentes tipos de venenos pulverizados sobre as lavouras. A maioria dos produtos foi considerada perigosa para a saúde e ao meio ambiente. E quase 30% dos agrotóxicos foram classificados como muito perigosos. A questão é que para a maior parte dos brasileiros essas informações são desconhecidas na hora de ir às compras.
“Como eu tenho restaurante a preocupação é muito grande, porque não vem escrito onde tem, onde não tem”, diz a dona de um restaurante Laura Martins. De outro lado, o produtor Marcelo Mantenário diz que também falta informação no campo. “O produtor não tem interesse nenhum em usar veneno indiscriminadamente. Mas muitas vezes ele não tem uma assistência técnica no campo e ele vai na (sic) loja e compra o que o cara da loja receita”, conta Marcelo Mantenário, presidente da Associação de Orgânicos de Teresópolis.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária disse que acompanha a situação e que pode reavaliar o registro de agrotóxicos se surgirem indícios de riscos para a população, ou se receber algum alerta de organizações internacionais. O Ministério da Agricultura declarou que fiscaliza o comércio e o uso de agrotóxicos de forma rigorosa e alegou que as informações para consumidores e agricultores estão publicadas na internet.
Com base no texto 'Uso de agrotóxico no Brasil mais que dobrou em dez anos, aponta IBGE', leia as afirmativas a seguir:
I. Em: “São Paulo lidera o ranking dos estados onde a venda de agrotóxicos é maior”, pronome relativo “onde” foi usado adequadamente como indicação de lugar físico, espacial.
II. No excerto: “De outro lado, o produtor Marcelo Mantenário diz que também falta informação no campo”, a expressão “de outro lado” marca o início de um argumento que, de certo modo, busca mostrar outra perspectiva sobre o assunto, mostrando que o problema do uso dos agrotóxicos começa com a falta de informação no campo.
III. De acordo com as regras gramaticais de concordância, o verbo “passar”, no trecho seguinte, poderia também estar no plural: “... a comercialização de agrotóxicos no país passou de quase três quilos por hectare para sete quilos por hectare”.
IV. No fragmento: “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária disse que acompanha a situação e que pode reavaliar o registro de agrotóxicos se surgirem indícios de riscos para a população...”, o verbo “surgir” está concordando com o sujeito “agrotóxicos”.
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