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Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET)
A Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET) é importante para determinar tamanho e forma de estruturas cristalinas e amorfas; inorgânicas e biológicas. No caso de amostras cristalinas, a MET também pode revelar a composição das partículas.
A formação de imagem na MET é uma projeção bidimensional da amostra, podendo haver sobreposição das linhas e áreas de interesse. A imagem final pode ser de campo claro ou campo escuro. Cada modo de imagem fornece informações complementares sobre a amostra.
No modo campo claro, uma abertura é acionada no plano focal inferior da lente objetiva que permite a passagem apenas dos feixes diretos, não difratados. As regiões correspondentes a estes feixes surgem escuras na imagem, enquanto regiões com nenhuma amostra no caminho do feixe aparecem mais claras na imagem.
Na imagem de campo escuro, o feixe direto é bloqueado pela abertura do plano focal inferior enquanto um ou mais feixes difratados passam pela lente objetiva e aparecem claros na imagem. As regiões cujos feixes refratados não foram coletados vão aparecer escuras na imagem. Os feixes difratados têm forte interação com a amostra, fornecendo importantes informações, como defeitos na estrutura e tamanho de partículas.
A maioria das MET utilizadas no estudo de nanomateriais dispõe de tensão de aceleração de até 300 kV. Embora as MET utilizadas em biologia, em geral, operam na faixa de 60 a 80 kV.
Leia o texto 'Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET)' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:
I. A Microscopia Eletrônica de Transmissão não é capaz de revelar a composição das partículas das amostras cristalinas, conforme sugere o texto.
II. O texto leva o leitor a entender que, no modo campo claro, uma abertura é acionada no plano focal inferior da lente objetiva que permite a passagem apenas dos feixes diretos, não difratados.