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Caminhávamos eu e meu amigo por um caminho escabroso, quando encontramos um pobre viajante, roto e ferido. Socorremos o infeliz e dele próprio ouvimos que fora atacado por vândalos saqueadores. Milagrosamente escapara vivo. Ao concluir a narrativa de sua desgraça perguntou-nos com voz arguida: Trazeis por acaso alguma coisa que se possa comer? Estou quase a morrer de fome.
Tenho de resto cinco maçãs, respondi.
Trago ainda três maçãs, afirmou meu amigo.
Pois bem, sugeriu o homem juntemos essas maçãs e façamos uma sociedade única e de hora em hora durante a viagem dividamos uma maçã em três partes iguais e cada um come uma das partes. Quando chegarmos na minha cidade prometo pagar com 16 moedas de ouro pelos pedaços de maças que comi e cada um de vocês vai receber proporcionalmente aos pedaços de maças que cedeu para eu comer. Quando chegamos assim foi feito, o homem cumpriu a promessa. Sabendo-se que todas as maçãs foram comidas e que as maçãs de cada um originaram quantidades diferentes de pedaços, então o número de moedas que devemos receber eu e meu amigo é respectivamente.