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Os países europeus reagiram não só com previsíveis condenações aos atentados de semana passada em Bruxelas, nos quais morreram três dezenas de pessoas, mas também com ações, algumas anunciadas, outras já em curso, que sugerem o endurecimento das normas de proteção de suas fronteiras contra o terrorismo. A capital belga, embora pareça ser um celeiro de terroristas, até aqui não havia entrado na rota dos grandes ataques a chamados "alvos brandos" (instalações não militares), mas agora junta-se a uma lista de cidades que vivenciaram a insanidade das bombas que produzem tragédias em larga escala. O horror belga consolida uma certeza: não há lugar no mundo que se possa considerar livre desse tipo de ação. É ingênuo, portanto, o discurso de certos setores da sociedade brasileira de que o Brasil não precisa se resguardar, pela via de uma legislação específica, contra ameaças terroristas. O argumento de que o Código Penal do país já tipifica crimes contra a segurança pública não se sustenta diante de uma particularidade: o terrorismo é uma outra instância da violência, e em grande escala, seja contra o Estado ou tenha por alvo a sociedade civil.
(Adaptado de O Globo, 28/03/2016)
Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta do acento da palavra destacada do Texto: