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Os “workaholics” são pessoas que trabalham muito e são viciadas nisso. Aqueles que transferem tudo o que têm na vida para o trabalho e se afundam nele. Geralmente o realizam como mecanismo de fuga. Mas, apesar de haver uma infinidade de profissionais “workaholics” bem-sucedidos, o quanto isso é saudável?
Em geral, são pessoas que focam só naquilo e acabam deixando outras lacunas em suas vidas: às vezes na vida familiar, outras no lado social, quanto ao cônjuge, ou ainda no quesito acadêmico. Não são necessariamente pessoas desequilibradas, mas que em algum momento sentem o desequilíbrio de suas vidas por colocarem todos os pratos da sua balança de um único lado. Em algum momento, suas vidas serão afetadas por isso; ainda que você não acredite nesta possibilidade, considere-a, por favor.
Já os “worklovers” são pessoas que amam o trabalho, mas que não sacrificam outras esferas de sua vida em função dele. São amantes do trabalho, mas não escravos dele. É como dizer que é preciso gostar do que faz para poder fazer o que gosta. Os “worklovers” são mais leves que os “workaholics” e, na maioria das vezes, mais felizes também, ainda que não se comprove ou que tenhamos um bom comparativo da taxa de sucesso entre ambos no mercado de trabalho.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 29/01/2016)
O trecho adaptado abaixo do Texto possui exatamente: “Como se disséssemos que é preciso que se goste do que é feito para que se possa fazer o que gosta.”