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O Islã já deu mostras suficientes de não ser uma religião de paz. Isso não quer dizer que ele não tenha contribuído em muitas áreas, como a arte, a filosofia e as ciências. Da mesma maneira que os indivíduos, as religiões também podem oferecer muitas coisas boas, a despeito de sua índole brutal. O que não se pode negar é que, ainda que seus defensores insistam que os atos de violência são isolados, há décadas o mundo presencia o terrorismo muçulmano. Atualmente, o Estado Islâmico se apresenta como o responsável pela maior parte desse terror, o que faz os defensores do Islã correrem para alegar que esse grupo não representa o verdadeiro islamismo. No entanto, o que não se pode esquecer é que, muito antes de esse grupo terrorista existir, já se via aviões sequestrados, trens explodidos, homens-bomba detonados e prédios derrubados. Na verdade, o que as pessoas precisam entender é que, para o muçulmano, a vida ocidental é impura, as leis ocidentais são injustas e a liberdade ocidental é um sacrilégio. Se eles convivem com tudo isso quando precisam viver por aqui, é por uma questão de pura contingência e necessidade. De fato, o que o islâmico mais deseja é viver em um mundo onde o Corão seja imposto sobre todos. É provável que, para que isso aconteça, ele mesmo não pratique atos violentos. No entanto, é bastante difícil para um muçulmano, ao ver guerreiros, ainda que terroristas, lutando para islamizar o mundo, condená-los de maneira mais veemente.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 29/03/2016)
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