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Os mais recentes documentos do Daesh que vieram a público, em que se atesta o recrutamento de jovens de 50 países, 30% destes de três dos mais poderosos países europeus, devem ser motivo de alarme para todos nós.
Uma organização terrorista como o Daesh, que usa uma religião monoteísta — o Islão — como cobertura para todas as suas ações maléficas de lavagem cerebral e recrutamento de jovens de 50 países, não pode ser derrotada apenas por meios militares. Aliás, na verdade, a resposta militar contra o terrorismo, através de todos os tipos de armas dos 60 países aliados, perpetua a guerra, alimentando, mesmo que sem intenção, o processo de lavagem dos cérebros do Daesh de jovens vulneráveis. Estes jovens, venham de onde vierem, sofrem, seguramente, pelas suas queixas ignoradas ou por diversos tipos de injustiças sociais, financeiras, políticas ou outras.
Os recrutas que deixam o cómodo padrão europeu de vida para irem matar e serem mortos sem pressão de ninguém, a não ser da sua própria vontade e convicções erradas, não podem ser combatidos por qualquer tipo de militarismo ou armas de destruição maciça. A diferença entre a espécie humana e animal é exatamente o seu carácter de humanidade, componente fundamental integral de cada ser humano. O dever de todos é garantir que esta humanidade prevaleça e que não exista um único ser humano privado dela, sem olhar a pretextos, políticas, ganâncias, glórias ou mesmo insanidades.
(Adaptado de www.publico.pt, 16/03/2016)
Assinale a alternativa em que o termo retirado do texto exerce a mesma função sintática que a partícula “que” (linha 1):