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Imigração é uma das áreas onde a retórica de Trump, candidato à presidência nos Estados Unidos (EUA), é mais agressiva. Ele quer simplesmente banir a entrada de muçulmanos no país, o que muitos alegam ser inconstitucional. Trump também fala em construir um muro na fronteira com o México (pago pelo vizinho) e em deportar, no espaço de dois anos, todos os imigrantes sem documento que moram nos EUA.
Em primeiro lugar, o plano exigiria um esforço legal e burocrático monumental, além da multiplicação em dezenas de vezes da equipe e das instalações responsáveis pelas deportações. Isso sem falar no esforço necessário para prevenir a entrada de novos imigrantes do tipo no futuro. As consequências seriam ainda piores na economia como um todo. Os pesquisadores consideraram dois cenários: no primeiro, todas as vagas hoje ocupadas por estes imigrantes são preenchidas por nativos. No segundo cenário, apenas uma parte.
"Na média, imigração tende a aumentar os salários dos nativos. Ironicamente, são os países que mais aceitam imigrantes que geralmente se dão melhor", diz o economista Alex Tabarrok. Estudos diversos mostram que os imigrantes criam mais empregos do que tomam. O economista americano Russ Roberts diz que há preocupações legítimas com a imigração, mas completa: "fronteiras muito mais abertas do que temos hoje, nos EUA, seriam algo bom para a maioria dos americanos."
(Adaptado de Exame, 07/05/2016)
A partícula “que” (linha 8) do Texto 01 pertence à mesma classe gramatical que a palavra sublinhada na seguinte frase: