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EUA terão "cinturão de calor extremo" até 2053, diz relatório
Os Estados Unidos vivenciarão o aumento do calor extremo nos próximos trinta anos, segundo um relatório divulgado pela 'First Street Foundation'. O estudo identifica um aumento significativo das temperaturas no país em 2022 e indica que deve se intensificar até 2053.
O relatório foi feito através da combinação das medições de temperaturas da superfície terrestre, cobertura da atmosfera, superfícies impermeáveis, cobertura da terra e proximidade da água para calcular a exposição atual ao calor. A partir desses dados, é possível determinar o número de dias em que é esperado o aumento nos níveis de calor.
O estudo alerta que cerca de cinquenta condados, com 8,1 milhões de habitantes, enfrentarão essa temperatura ainda em 2023.
Uma mudança severa nas temperaturas também é estimada no condado de Miami-Dade, onde os sete dias mais quentes de 2022 registraram temperaturas de 41ºC. O estudo indica que o condado passará por trinta e quatro dias com temperaturas recordes até 2053.
O aumento também é previsto para todo o país. Os dias com calor recorde sairá, em média, de sete para dezoito dias.
Matthew Eby, CEO da fundação responsável pelo relatório, afirmou que o estudo alerta para a extensão das ondas de calor e disse que é necessário "estar preparado" para as mudanças climáticas nos próximos anos.
"Precisamos estar preparados para o inevitável, ou seja, 1/4 do país em breve estará com temperaturas superiores a 51ºC e os resultados serão terríveis", disse o CEO em comunicado.
Precisamos estar preparados para o 'inevitável'.
A palavra que melhor expressa o antônimo de 'inevitável', nesta frase, é: