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Por duas noites seguidas, eu havia sonhado que uma cobra entrava no meu quarto. Já li que isso é espiritualmente auspicioso (e não apenas nas religiões orientais; Santo Inácio teve visões de serpentes durante todas as suas experiências místicas), o que, no entanto, não torna as cobras menos reais nem menos assustadoras. Tenho acordado suando. Pior ainda, depois que acordo, minha mente tem se descontrolado de novo, traindo-me e levando-me a um estado de pânico que eu não sentia desde o pior período dos meus anos de divórcio. Meus pensamentos voltam sem parar a meu casamento falido, e toda a vergonha e a raiva que acompanham esse acontecimento. Pior ainda, voltei a pensar em David. Em minha mente, discuto com ele, zangada e sentindo-me sozinha, e lembro-me de cada coisa que ele disse ou fez para me magoar. Além disso, não consigo parar de pensar em nossa felicidade juntos, no delírio emocionante de quando as coisas iam bem.
Em “Pior ainda, depois que acordo, minha mente tem se descontrolado de novo, traindo-me e levando-me a um estado de pânico que eu não sentia desde o pior período dos meus anos de divórcio”, os termos destacados são classificados como: