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1 Zeferino, cabra arretado, 'homi' nervoso e de
muitos culhões.
Ficou zangado com o magistrado, dada em muito
a sua denegação.
5 É que “Zefinho”, como é conhecido, deixou de
lado a inibição.
Queria armar a sua barraca, a fonte de renda da
prole e dos seus...
Mas o juiz, sujeito cismado, sem relutar, negou o
10 aventado.
Vestiu sua toga, sua capa, e luvas, que é para
não sujar suas mãos.
Olha, pedinte, vou lhe afirmar, não erga a voz ou
ei de enquadrá-lo.
15 No Tribunal, homem valente, entra de galo, mas
sai diferente...
E Zeferino, sem arredar, xingou, avençou o 'seu
magistrado': Olha doutor, seu meritíssimo, tu
é "ladrão, vagabundo, e corrupto".
20 Se reitere senhor menino, ou o martelo vai cantar
bonito.
Mas 'Seu Zefinho', quis ver para crer, não me
retrato, e nem se chover...
A Corte foi vendo, o duelo sinistro, desceu lá de
25 cima e quis se meter:
___Olha "Zefinho", vamos aquietar, ou vai ser o
jeito mandar lhe prender.
O seu causídico, pediu a palavra: é que nesse
caso não há grave ameaça.
30 E o Tribunal, enfim acolheu, defiro o perdão, e
que se solte Zefinho.
(Adaptado de Jusbrasil, 26/07/2016)
“Certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados” (Celso Cunha e Lindley Cintra). A partir dessa ideia, a conjunção “e” do trecho abaixo estabelece a mesma relação semântica entre os termos que a conjunção destacada na seguinte alternativa: “Era um homem feio e extremamente simpático.”