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1 O presente ensaio pretende trazer à discussão um
tema bastante importante hodiernamente, qual seja,
sobre a necessária revisão das noções legais de
isonomia e tratamento penal dispensado às
5 mulheres que são mães e estão em cárcere, a fim
de que se possa analisar o trato adequado a elas e
aos seus filhos, logrando materializar a dignidade
de ambos como prisma fundamental da Carta
Magna de 1988, com vistas a evitar o rompimento
10 dos laços familiares e afetivos durante o período de
encarceramento.
Sabido é que a posição ocupada pela mulher nos
últimos anos é fruto de intensas lutas sociais por
maior isonomia, autonomia e independência em
15 relação aos homens, bem como, na esperança de
romper com as imposições tradicionais de caráter
moral, que historicamente relegaram à mulher uma
condição de subalterna ou de somenos importância
na coletividade. Pensemos nas mulheres que estão
20 presas, e pior, nas que lá estão gestantes ou com
filhos menores ou com necessidades especiais
para criar. Seguramente neste caso, os impasses
são ainda mais graves. Entre o que existe de
precário nas prisões brasileiras, ressalta-se o fato
25 das mulheres terem uma intervenção punitiva
semelhante à dos homens, trazendo em tese uma
igualdade formal, na maneira em que todos são
iguais, sem qualquer distinção, sem que se possa
conceder um tratamento desigual a nenhum
30 indivíduo.
(Adaptado de JusBrasil, 08/05/2016)
Assinale a alternativa em que a palavra retirada do texto é acentuada pela seguinte razão: Assinalam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo, seguido ou não de “s”.