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Cada vez mais, nossa sociedade se faz propositadamente dependente de mecanismos extremamente frágeis e complexos para seu funcionamento cotidiano. O sistema de geração e distribuição de eletricidade, por exemplo, é provavelmente mais complexo que qualquer outra criação humana - quando consideramos desde os computadores que gerenciam os detalhes das usinas nucleares, térmicas e hidrelétricas à multidão de transformadores e fios espalhados pelo país.
E colocamos ainda outras coisas sobre este sistema já complexíssimo e, consequentemente, fragilíssimo. A dependência que temos hoje do fluxo (elétrico) de dados é absoluta. Sem a internet, seria praticamente impossível publicar hoje um jornal de papel como este, por exemplo, mesmo isso sendo coisa que já existia muito antes da invenção do computador. As folhas de pagamento, do mesmo modo, são digitais, e a maior parte do dinheiro em circulação nunca teve outra forma que não bits e bytes. Há até mesmo um movimento querendo o fim do papel-moeda, fazendo com que todo comércio dependa absolutamente do bom funcionamento de todos estes sistemas superpostos de geração e distribuição de eletricidade, fluxo de dados, produção, leitura e manutenção de bancos de dados etc.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 07/04/2016)
Em “Cada vez mais, nossa sociedade se faz propositadamente dependente de mecanismos extremamente frágeis (...)”, a palavra “mais” exerce a mesma função morfológica que em: