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Fim da sacolinha plástica desafia consumidor em SP
Em São Paulo, fazer as compras no supermercado envolverá uma logística mais complexa a partir de fevereiro, quando as sacolinhas plásticas deixarão de ser distribuídas gratuitamente. Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão não poderá se esquecer de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira. Existem tamanhos, modelos e materiais - papel, pano, lona, juta, plástico etc. para todos os gostos, bolsos e exigências de uso. Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada, correndo risco de contaminação ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19, alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercados por um simples "não compre e leve sua ecobag".
Embora algumas pessoas mostrem interesse por atitudes que buscam preservar a natureza, alguns críticos dizem que essa sacola não resolve o problema porque não há compostagem capaz de degradar lixo orgânico no país. Mas a sacola compostável é a que melhor se adapta à triste realidade de lixões e de aterros sanitários, onde elas se degradam em dois anos. Sem coleta seletiva, o plástico vai para o mesmo lugar e demora mais de cem anos para se decompor.
A logística das compras exigirá também pensar como confinar em um mesmo espaço produtos secos, molhados, comestíveis e perecíveis com artigos de limpeza, inseticidas e líquidos químicos - outra das reclamações. Além disso, quem usava a sacolinha para o lixo ou para coletar cocô de cachorro terá de comprá-la. É inegável que isso é só o começo da longa saga de responsabilidades, sacrifícios e custos financeiros que virão, depois vem a coleta seletiva, a meta do país (não é só do poder público) é universalizá-la em 2014.
A mudança é fruto de um acordo dos supermercadistas; não tem força de lei, participa quem quer. Se algum furar, não acontece nada, é um acordo. Por que os supermercados? Porque eles despejam 90% dessas embalagens no país, daí a iniciativa setorial de "cuidar" desse assunto. Será assim com todas as cadeias produtivas. O novo marco regulatório dos resíduos sólidos prevê que cada uma defina como retirar de circulação os resíduos que produzirem, assim como os mercados farão com as sacolinhas.
Em “Embora algumas pessoas mostrem interesse por atitudes...”, a expressão destacada funciona como