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O Medo Em verdade temos medo. Nascemos no escuro. As existências são poucas; Carteiro, ditador, soldado. Nosso destino, incompleto. E fomos educados para o medo. Cheiramos flores de medo. Vestimos panos de medo. De medo, vermelhos rios Vadeamos. Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos. Há as árvores, as fábricas, Doenças galopantes, fomes. Refugiamo-nos no amor, Este célebre sentimento, E o amor faltou: chovia, Ventava, fazia frio em São Paulo. Fazia frio em São Paulo... Nevava. [...]
Em relação às ideias do texto II, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Nos versos “Cheiramos flores de medo.” e “Vestimos panos de medo.”, observa-se que o poeta utiliza-se da semelhança sintática com o intuito de ressaltar a imagem do medo que aparece constantemente ao longo do poema.
II. Em “Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.”, o pronome “nos” poderia ser anteposto ao verbo “traiu”, resultando em “Somos apenas uns homens e a natureza nos traiu”.
III. Trata-se de uma poesia de cunho social, na qual se expressa as inquietudes do poeta frente às condições humanas desiguais e ao mundo fragmentado e caótico criado pelo próprio homem.