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Primigesta de 24 anos, 40 semanas e 2 dias de gestação, em trabalho de parto há 14 horas, encontra-se em segundo período (período expulsivo) há 2 horas e 30 minutos. Pré-natal sem intercorrências, 10 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo, cultura para Streptococcus agalactiae negativa. Nega comorbidades. Gestação espontânea, desejada. Peso pré-gestacional: 62 kg, peso atual: 78 kg (ganho de 16 kg). Admitida em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação) há 8 horas. Recebeu analgesia de parto (peridural) há 6 horas com boa analgesia. Bolsa rota há 10 horas (rotura espontânea), líquido claro. Ao exame obstétrico atual: paciente cansada, sonolenta entre as contrações, cooperativa mas com puxos ineficazes. PA: 125/78 mmHg, FC: 88 bpm, Tax: 37,1 °C. AU: 38 cm.
Toque vaginal:
• Dilatação: completa (10 cm)
• Apresentação: cefálica
• Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)
• Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)
• Bolsa rota (líquido claro)
• Não há circular de cordão palpável
• Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)
• Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados
• Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão.
Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).
Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?