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Ao shopping center
Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
Nós almas penadas
Do mundo do consumo.
De elevador ao céu
Pela escada ao inferno:
Os extremos se tocam
No castigo eterno.
Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos sempre nus
Nós que por teus círculos
Vagamos sem perdão
À espera (até quando?)
Da Grande Liquidação.
No trecho do Texto II “Vagamos sem rumo / Nós almas penadas / Do mundo do consumo” (ℓ. 2-4), comprova-se que o autor se insere na sociedade consumista que ele critica, utilizando recursos específicos, que são