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Santos Junior (2005) argumenta que, desde a década de 1990, o papel exercido pelo poder público e a atuação dos novos atores sociais vêm reconfigurando os mecanismos e os processos de tomada de decisões. Isso faz emergir um novo regime de ação pública, descentralizado, no qual são criadas novas formas de interação entre o poder público e a sociedade, através de canais e mecanismos de participação social, principalmente em torno dos conselhos de gestão. Para o autor, quanto à possibilidade de esses espaços expressarem os diferentes interesses sociais presentes, há limites, pois: