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QUEM AGUENTA UMA VIDA SEM SAL?
Não sei você, mas há muito tempo, quando penso em sal, penso que ele faz mal. A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a primeira campanha global contra o consumo excessivo do sal em 2002. Comemos muito sal, foi o que ela disse. Nunca medi a quantidade de sal que consumo, nem sei como fazer isso. Tendo a acreditar na OMS. Ela diz que eu como 4,7 gramas de sódio por dia. E que o ideal para me manter saudável é menos da metade disso, precisamente 2,3 gramas por dia. Os riscos para quem não obedece são muitos: infarto, AVC, osteoporose e pedras nos rins – para ficar só nos mais citados.
Foi o excesso de sal que foi condenado. Mas a pecha de vilão grudou no tempero mais tradicional da nossa cozinha. A condenação generalizada do sal está entre as maiores injustiças gastronômicas da vida moderna. Na quantidade correta, o sal é indispensável tanto para a nossa saúde quanto para o nosso paladar.
Flávia Yuri Oshima (http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs)
“Comemos muito sal, foi o que ela disse” (1º parágrafo). O emprego da vírgula mostra que: