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Gozado, pela primeira vez esta expressão “jogar conversa fora” chamou a minha atenção. Joga-se fora aquilo que não é para ser guardado. Não se diz “jogar conversa fora” nas conversas de negócios entre executivos. Nas conversas de executivos nada é para ser jogado fora. Cada palavra vale dinheiro. Jogar conversa fora é uma brincadeira parecida com soprar bolhas de sabão. As bolhas de sabão são de curta duração, não podem ser guardadas. Mas são tão bonitas... Vão-se umas, sopram-se outras. Nietzsche e Alberto Caeiro faziam filosofia e poesia contemplando as crianças entretidas nessa brincadeira. Quando jogamos conversa fora, voltamos a ser crianças: sopramos palavras-bolhas que serão logo esquecidas.
No segmento “...sopramos palavras-bolhas...” (l. 11), ao substituir o termo em destaque por um pronome átono, resulta: