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Na Segunda Guerra Mundial, um dos maiores conflitos que a humanidade presenciou, a razão do homem foi substituída pela intolerância e selvageria, consequência do antissemitismo, xenofobismo e racismo da época. Após a morte de Paul Von Hindenburg, presidente da Alemanha, em 1934, Adolf Hitler assume o poder e une os cargos de presidente e chanceler, criando o posto de führer (líder). Em 1935, são promulgadas as Leis de Nuremberg, as primeiras leis antissemitas que restringiam vários direitos dos judeus, como por exemplo, a proibição de casamentos e coabitação entre eles e alemães. Medidas como essas, tomadas ao longo da década de 40, culminariam no Holocausto, dando início ao genocídio do povo judaico. Em meio a esse cenário surge Oskar Schindler, empresário que inicialmente tiraria proveito da situação para enriquecer, o qual mais tarde gastou até o último centavo e arriscou sua vida para evitar que centenas de prisioneiros fossem enviados para campos de extermínio.
Alcoólatra, mulherengo, ambicioso e muito bem relacionado com a SS (polícia alemã), Oskar Schindler nunca aparentou ser o tipo de pessoa capaz de contestar a violência praticada pelos seus líderes políticos. Contudo, demonstrou pensar de forma diferente daqueles que seguiam a ideologia nazista.
No começo da guerra, em 1939, foi para Cracóvia, na Polônia, ocupada até então pelos alemães. Aproveitando-se da legislação antissemita adotada, apropriou-se de uma fábrica de equipamentos para cozinha, que anteriormente pertencia a um judeu. Mais tarde o pequeno galpão passou a fabricar munição para o exército nazista e empregava 800 trabalhadores, dos quais 370 eram de origem judaica.
Com base nesses acontecimentos, poder-se-ia concluir que Schindler seria mais um a explorar os judeus em benefício próprio. Porém, um fato o diferenciava dos demais: a forma como tratava e zelava pelos seus funcionários. Em sua fábrica, os mais velhos eram registrados como jovens e crianças como adultos para evitar que fossem enviados para campos de extermínio. Além disso, Schindler proibia a entrada da polícia alemã sem sua permissão, evitando que seus funcionários fossem maltratados ou assassinados arbitrariamente.
Os cuidados que tinha com os judeus não se restringiam às dependências do local de trabalho, ele arriscou-se inúmeras vezes para salvar vidas do Holocausto. É difícil definir o que move o espírito humano em situações extremas como no massacre dos judeus. No caso de Schindler, ele manteve seu caráter íntegro, mesmo diante de situações que afrontavam sua ideologia e sua personalidade e lutou muito pelos judeus.
Em relação aos fatos da língua, é correto afirmar que, no trecho