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Vivemos em um mundo repleto de informação, com o volume de dados dobrando a cada 18 meses, sedento por conhecimento e desesperado por sabedoria.
A transição da informação para conhecimento acontece através da experiência. Esta é a diferença entre um profissional recém-formado e outro com 10 anos de trabalho, mas a experiência não traz sabedoria. Posso garantir que você conheceu muitos com um conhecimento vasto, mas sem sabedoria.
A diferença entre quem tem conhecimento e quem tem sabedoria é que um sábio analisa o mundo não somente através do conhecimento técnico, mas também através de valores. Valores que levam em consideração um maior número de perspectivas e, por isso mesmo, inclui uma quantidade maior de pessoas.
Segundo o psicólogo Robert Sternberg, a sabedoria é um conhecimento tácito, isto é, adquirido por prática, que permite ao indivíduo balancear duas áreas. A primeira é o equilíbrio das suas próprias necessidades com as dos outros, sendo capaz de incluir as necessidades de pessoas e coisas que possam ser afetadas a longo prazo, como instituições e o meio ambiente.
A segunda área corresponde à capacidade do sábio de equilibrar três respostas às situações de vida: a adaptação (mudando a si mesmo para se ajustar ao mundo), a intervenção (mudando o ambiente a sua volta) e a seleção (escolhendo mudar para um novo ambiente).
Portanto, para aumentar a nossa sabedoria, o conhecimento é necessário, mas não suficiente e, acima de tudo, temos de refletir a respeito dos nossos valores, e do impacto de nossas ações sobre o universo, como um todo.
O sentido da passagem “Vivemos em um mundo repleto de informação,” (l. 1) é ratificado, semanticamente, por: