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A RAPOSA E AS UVAS
Certa raposa esfaimada
encontrou uma parreira
carregadinha de lindos
cachos maduros, coisa
de fazer vir água à boca.
Mas tão altos que nem
pulando.
O matreiro bicho torceu
o focinho.
- Estão verdes – murmurou.
– Uvas verdes, só
para cachorro.
E foi-se.
Nisto deu o vento e
uma folha caiu.
A raposa ouvindo o
barulhinho voltou
depressa e pôs-se
a farejar.
Quem desdenha quer comprar
(LOBATO, Monteiro. Fábulas, 31 ed. São Paulo, Brasiliense, 1982. P. 148).
Esse texto é do tipo narrativo e o gênero é um(a)