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O Sr. Lobo encontrou o Sr. Cordeiro numa reunião do Rotary e se queixou de que a fábrica do Sr. Cordeiro estava poluindo o rio que passava pelas terras do Sr. Lobo, matando os peixes, espantando os pássaros e, ainda por cima, cheirando mal.
O Sr. Cordeiro argumentou que, em primeiro lugar, a fábrica não era sua, era de seu pai, e, em segundo lugar não podia fechá-la, pois isto agravaria o problema do desemprego na região, e o Sr. Lobo certamente não ia querer bandos de desempregados nas suas terras, pescando seu peixe, matando seus pássaros para assar e comer e ainda por cima cheirando mal.
- Instale equipamento antipoluente, insistiu o Sr. Lobo.
- Ora, meu caro, retrucou o Sr. Cordeiro, isso custa dinheiro, e para onde iria meu lucro? Você certamente não é contra o lucro, Sr. Lobo! Disse o Sr. Cordeiro, preocupado, examinando o Sr. Lobo atrás de algum sinal de socialismo latente.
- Não, não! Disse o Sr. Lobo. Mas isto não pode continuar. É uma agressão à natureza e, o que é mais grave, à minha natureza. Se fosse à natureza do vizinho…
- E se eu não parar? Perguntou o Sr. Cordeiro.
- Então, respondeu o Sr. Lobo, mastigando um salgadinho com seus caninos reluzentes, eu serei obrigado a devorá-lo, meu caro.
Ao que o Sr. Cordeiro retrucou que havia uma solução:
- Por que o senhor não entra de sócio na fábrica Cordeiro e Filho?
- Ótimo, disse o Sr. Lobo.
E desse dia em diante não houve mais poluição no rio que passava pelas terras do Sr. Lobo. Ou pelo menos, o Sr. Lobo nunca mais se queixou.
“Disse o Sr. Cordeiro, preocupado, examinando o Sr. Lobo atrás de algum sinal de socialismo latente.”, linha 15. Qual o significado do termo destacado?