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Soneto
Aquela triste e leda madrugada, cheia toda de mágoa e piedade, enquanto houver no mundo saudade, quero que seja sempre celebrada. Ela só, quando amena e marchetada saía, dando ao mundo claridade, viu apartar-se duma outra vontade, que nunca poderá ser apartada. Ela só viu as lágrimas em fio, que duns e doutros olhos derivadas, se acrescentaram em grande largo rio. Ela viu as palavras magoadas que puderam tornar o fogo frio, e dar descanso às almas condenadas.
Luís Vaz de Camões.
No primeiro verso, a figura nele existente é chamada