///
Estava á toa na vida, O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. A minha gente sofrida Despediu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor O homem sério que contava dinheiro, parou. O faroleiro que contava vantagem, parou. A namorada que contava as estrelas, parou Pra ver, ouvir e dar passagem. A moça triste que vivia calada sorriu, A rosa triste que vivia fechada se abriu E a meninada toda se assanhou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou. A moça feia debruçou na janela Pensando que a banda tocava pra ela. A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu, A lua cheia que vivia escondida surgiu, Minha aldeia toda se enfeitou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. Mas, para seu desencanto, O que era doce acabou, Tudo tomou lugar Depois que a banda passou. E cada qual no seu canto Em cada canto uma dor Depois da banda passar Cantando coisas de amor.
O sujeito do 1º “parou”, estrofe 2, é