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A Manhã ainda nua saiu da montanha com a coroa de plumas vermelhas à cabeça. Depois, por sua vez, é o Dia português que salta das ondas qual pássaro branco ruflando a asa enorme das velas redondas... Por último é a Noite africana que chega no porão do navio, tremendo de frio, com os seus orixás, com os seus amuletos e é trazida pra terra nos ombros dos pretos. E os heróis ainda obscuros, nascidos na Terra: o gigante tostado pelo sol da manhã; o gigante marcado com o fogo do Dia; e o gigante criado com o leite da Noite, todos três calçam as botas sete – léguas e era uma vez... E o paroara, o caucheiro, o matuto cearense; valentões, pala ao ombro, chilenas de prata arrastadas ao chão com o barulho das botas; topetudos de todos os naipes tabaréus, canhamboras, capangas, jagunços, caborés, curimbabas; piraquaras, caiçaras, boiadeiros, laranjos, canoeiros agrestes, caboclos, cafuzos vararam a terra pra Oeste, pro Sul e pro Norte Crianças do mato brincando com a morte! E o Brasil ficou sendo o que é, liricamente. E o Brasil ficou tendo a forma de uma harpa, geograficamente. E o Brasil é este poema menino que acontece na vida da gente...
Numere a Coluna B pela Coluna A de acordo com o significado das palavras do texto.
Coluna A
I. Cafuzos.
II. Caboclos.
III. Tabaréus.
IV. Paroaras.
V. Jagunços.
Coluna B ( ) Valentões cujo serviço é defender e vingar. ( ) Mestiço de negro e índio. ( ) Caipiras do interior. ( ) Nordestinos que vivem na Amazônia. ( ) Mestiços de branco e índio.
Assinale a opção que indica a sequência CORRETA.