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Carl Rogers (1951/1992) refere que “a teoria não é necessária até que, e a menos que, existam fenômenos para serem explicados” (p. 23), ou seja, a teoria é relevante apenas para “proporcionar uma estrutura conceitual completa que abranja adequadamente todos os fenômenos observados” (Rogers, 1951/1992, p. 23). A primazia é do fenômeno e a teoria é sempre revisitada e possível de ser modificada, assinalando que “parece-nos totalmente natural que a frágil flor da teoria brote do sólido terreno da experiência” (Rogers, 1951/1992, p. 24). Esta afirmação mostra uma ênfase no caráter mutável e dinâmico da teoria, em que os fenômenos explicados pelas teorias é que são inalterados e inflexíveis, e não a teoria. O primordial para ele é a experiência. Este período de trabalho expõe a transição de uma atuação em aconselhamento para a psicoterápica, em que mais importante do que o não direcionamento é o centramento nas questões do cliente a partir de condições facilitadoras.
A teoria da Abordagem Centrada na Pessoa está dividida em fases, que conforme Holanda (1994, p. 4) são “fases bem distintas que servem de parâmetro para a compreensão de sua teoria como um todo”. O parágrafo acima descreve qual fase da teoria Rogeriana?