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I. Os fatores biológicos, comportamentais e sociais influenciam a saúde e a doença. A Psicologia Hospitalar propõe-se a compreender estes fatores, avaliando, diagnosticando, tratando, modificando e prevenindo os problemas físicos, mentais ou qualquer outro relevante para os processos de saúde e doença, podendo ser realizada em diversos ambientes, por exemplo, hospitais, centros de saúde comunitários, organizações não governamentais e nas próprias casas dos indivíduos.
II. A Psicologia da Saúde centra-se nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde, atuando em instituições de saúde e realizando atividades como atendimento psicoterapêutico; grupos de psicoprofilaxia; atendimentos em ambulatório e unidade de terapia intensiva; pronto atendimento; enfermarias em geral; psicomotricidade no contexto hospitalar, entre outras. Ela visa à melhora da assistência integral do paciente hospitalizado, sem se limitar, por isso, ao tempo específico da hospitalização, tendo um trabalho especializado no restabelecimento do estado de saúde do doente ou no controle de seus sintomas que diminuem a sua qualidade de vida.
III. Há confusão de ordem estrutural entre o que seria a área da Psicologia Hospitalar e a da Psicologia da Saúde, colocando em discussão os diferentes marcos teóricos ou concepções de base acerca do fazer psicológico e sua inserção social. No exterior, a Psicologia da Saúde é associada à sua prática e não ao local em que atua, então a APA (2003) demarca o trabalho do psicólogo em hospitais como um dos possíveis locais em que atua o psicólogo da saúde, tornando a psicologia hospitalar apenas como uma estratégia de atuação em Psicologia da Saúde, e que, portanto, deveria ser denominada “Psicologia no contexto hospitalar”.
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