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As Marchas do Brasil
Voltaire Schilling/ Jéssica Freitas
Uma voz corrente afirma que os brasileiros, em geral, são alienados e desinteressados nos assuntos públicos. Há quem diga que somos parte de um povo manso, que aceita com resignação quaisquer medidas governamentais e os malfeitos dos poderosos. No entanto, alguns episódios da história do Brasil desmentem tal pensamento.
Assim como outros povos, o brasileiro também transforma sua indignação em manifestações públicas e mostra que vai à rua, se preciso for. Os jovens, especialmente os estudantes, assumem o papel de líderes nos protestos e são eles que costumam participar das convocações dos atos.
Foi assim desde as campanhas pela abolição da escravatura, até as manifestações de junho de 2013.
Em meados de 2013, as ruas das principais cidades brasileiras foram tomadas por manifestantes que reclamavam dos gastos com a Copa do Mundo, ocorrida em 2014, dos descasos com a educação, saúde e segurança, além dos escândalos de corrupção. Foram elencadas diversas reivindicações que atingiram as três esferas do governo brasileiro (municipal, estadual e federal). Este movimento teve início com o