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O peculiar percurso da assistência social, na sua afirmação como política pública integrante do tripé da Seguridade Social, foi tímido na admissão dos usuários como participantes da formulação, gestão e controle social desta especial área, reproduzindo o histórico legado tutelador e clientelista. A dificuldade de participação direta de seus usuários, principalmente cidadãos das classes subalternas, inscreve-se, ademais, no âmbito da cultura política autoritária e impopular, que traumatizou a história brasileira em passado não tão distante. A respeito do Conselho de Assistência Social e da Participação Popular, analise as afirmativas a seguir.
I. O controle social feito pelos conselhos acontece pela discussão, análise, acompanhamento e aprovação de dois instrumentos de planejamento da política pública: os planos de assistência social e o orçamento correspondente.
II. Para controlar a política de assistência social é preciso ter acesso às informações. Tão importante quanto conhecer as informações é saber divulgá-las. A audiência pública é um recurso para isso; e ela é fundamental para que o conselho ganhe credibilidade junto à sociedade civil e busque ampliar as suas discussões.
III. A formulação dos planos de assistência social é de responsabilidade dos assistentes sociais, que apresentam ao conselho para que ele possa dar seu parecer. É importante que haja debate do plano enquanto ele está sendo formulado para que os conselhos, fóruns da sociedade civil e outros interessados possam participar deste processo.
IV. Existem dois espaços de decisão reconhecidos na política pública de assistência social: os conselhos e as conferências. As conferências são espaços importantes porque reúnem todos os segmentos envolvidos na política pública.
Está correto o que se afirma apenas em