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Mercado de pulgas
Muita cidade tem o seu “mercado de pulgas” – ou das pulgas –, uma área afastada do centro, onde não são vendidas pulgas – era só o que faltava... –, e sim objetos expostos no estado em que se encontram, uma tralha de coisas caducas. Nada de embalagens vistosas e sofisticadas instalações. Tudo despojado, à avaliação de possíveis interessados. Seu precursor foi o Marché aux puces de Saint-Ouen, nos subúrbios de Paris.
Mas o que as pulgas têm a ver com isso? É que boa parte das peças à venda é de vestuário, e frequentemente infestadas de pulgas. Esses prolíficos bichinhos sifonápteros – uma fêmea pode gerar 20 pulgas! – adoram acomodar-se em macios bolsos de ternos, bainhas de calça e outros sítios igualmente aconchegantes.
Um dos maiores mercados de pulgas do mundo é o El Rastro, de Madri, para onde acorrem sôfregas multidões todo domingo. O mesmo acontece na feira de San Telmo, em Buenos Aires, nos famosos Flea Markets de Londres e Nova York, e onde mais exista boa pechincha que desperte curiosidade e velhos anseios...
(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, nº 24. Outubro de 2007. Adaptado.)
Assinale, a seguir, a única palavra transcrita do texto que se apresenta no feminino.