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Em 2009, foram disponibilizados dados do estudo Allergies in Latin America (AILA) que mostraram uma prevalência de rinite alérgica de 8,8% em crianças e adultos no Brasil. Sobre a rinite alérgica, analise.
I. A reação mediada por IgE e a presença de eosinófilos na mucosa nasal são capazes de gerar lesão epitelial, hiperplasia de células caliciformes, hipertrofia de glândulas mucosas, aumento da deposição de colágeno e da matriz proteica, levando a um remodelamento na mucosa nasal que, aparentemente, tem relação com o tempo de duração da doença e com o antígeno envolvido.
II. Os estudos científicos demonstram que os pacientes portadores de rinite alérgica a ácaros expressam, mesmo fora das crises, moléculas de adesão relacionadas à atração de eosinófilos (ICAM-1) para a mucosa nasal, assim como uma pequena quantidade destas células, ocorrendo, também, a inflamação mínima persistente, assim como na asma.
III. O diagnóstico da rinite alérgica é clínico, não havendo, na grande maioria dos casos, necessidade de exames laboratoriais. Do ponto de vista laboratorial, relevante é o conhecimento de qual antígeno está associado ao quadro clínico, pois auxiliará na indicação da correta imunoterapia alérgeno-específica. A dosagem de IgE específica “in vitro”, conhecida como RAST, deve ser solicitada para cada antígeno suspeito, sendo que a presença de IgE específica nos assegura que o paciente é alérgico.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)