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Tempo bom, tempo ruim
Maju Coutinho
Era um tempo nervoso. Rajadas de ansiedade, ondas de expectativa e chuvas de felicidade me inundavam. Faltavam poucos dias para minha estreia no comando da previsão do tempo dos telejornais matinais. Humberto Pereira, diretor do programa que abria as manhãs jornalísticas da emissora, me chamou para dar as boas-vindas e discorrer sobre a relatividade dos conceitos tempo bom e tempo ruim. “Afinal, para o agricultor que precisa de água para a plantação, a chuva é sinônimo de tempo bom. Já para a moça da cidade de São Paulo, que está com as malas prontas para curtir o feriado no litoral, tempo bom é um dia ensolarado”, disse Pereira. Tão simples e tão sábio.
Em três anos lidando diariamente com a meteorologia, imagens do Nordeste seco vira e mexe aparecem no quadro da previsão do tempo. No Sudeste, o inusitado é que quase morremos de susto, até pouco tempo atrás, com a seca dos reservatórios por causa de uma estiagem incomum. Tempo ruim!
Bom, ruim, tempestuoso, calmo, aguardado com ansiedade ou com temor, o tempo é um dos deuses mais surpreendentes. À meteorologia cabe interpretar os sinais vindos do céu, do mar, do ar e fornecer informações, as mais precisas possíveis, para que a gente saiba o que esperar diariamente do todo poderoso tempo.
“Vira e mexe”, no enunciado “imagens do Nordeste seco vira e mexe aparecem no quadro da previsão do tempo” (linhas 17-18) é