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Para responder as questões 05, 06, e 07, considere o texto a seguir: “Quando a saúde move o papo no boteco”
(Estadão Conteúdo - 01/01/2020 - 08h39min)
Ao caminhar pelas ruas estreitas de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista, o enfermeiro Francisco Paiva, de 44 anos, notou o contraste da presença masculina no dia a dia da Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade e nos bares da região. Escassez nas consultas, frequência alta nos balcões. Foi assim que, em 2013, ele criou o “Conversa de Boteco”, um espaço para que homens se reúnam para discutir sobre doenças, família, anseios e vícios, além de assumir o compromisso de cuidar da própria saúde. [...]
As reuniões são mensais e mais de 80 encontros foram realizados nesses seis anos de projeto. A estimativa é de que cerca de 1,2 mil homens já participaram da iniciativa em dez bares da região, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde. “Falamos sobre infecções sexualmente transmissíveis, drogas, alterações posturais, depressão, masculinidade, família e até questões sobre o cuidado com o bairro, coleta de lixo”. De lá, já saem com consultas agendadas e ainda no bar são submetidos a testes rápidos de sífilis, hepatite e HIV pelos agentes de saúde. [...]
O vigilante José João da Silva, de 60 anos, quebra o silêncio e pergunta: “Diabete é coisa séria mesmo?”. O enfermeiro pede que os presentes compartilhem seus conhecimentos sobre a doença. Um participante relembra a morte da mãe, que precisou amputar uma das pernas. O grupo fica sério e Paiva começa a dar explicações sobre o que é a doença e aborda a questão da prevenção, da alimentação e da prática de atividades físicas. [...]
Depois, Paiva indaga a Silva se, após as explicações, ele começou a achar que diabete é coisa séria. O vigilante compreende a gravidade, mas tem outra dúvida: “Quem tem diabete pode tomar cachaça?”. Todos riem. É a deixa para que a conversa entre em um dos temas mais frequentes. “Vou atuando como mediador. O vício em álcool e drogas é algo que pega bastante e isso nos leva a outros projetos, como o Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas).” (fragmento)
As expressões “contraste – escassez – frequência”, do primeiro parágrafo, têm o mesmo significado de: