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As práticas tidas como transformadoras no campo da saúde mental têm como base o entendimento de que é possível construir outras formas de se enfrentar o sofrimento psíquico. Essas práticas envolvem a participação das pessoas que sofrem, das pessoas que com elas convivem, sejam suas famílias ou suas redes sociais, e têm sido adotadas em todo o mundo. Elas são consideradas experiências de enfrentamento do sofrimento psíquico, como o Diálogo Aberto e o Movimento de Ouvidores de Vozes. A característica comum de tais experiências é a centralidade dispensada aos sujeitos no desenvolvimento das práticas assistenciais. As práticas em saúde mental, especialmente as voltadas para sujeitos que, historicamente, foram destituídos dessa condição, de acordo com Kantorski e Andrade (2017), são orientadas